Dica de manutenção: capacitores
Os capacitores costumam ser os componentes que mais problemas trazem aos circuitos eletrônicos, pois costumam apresentar o maior número de falhas. Isso dificulta o diagnóstico do técnico para saber, com certeza, se o problema encontrado em um circuito é causado por esse tipo de componente.
Os capacitores podem apresentar falhas como: abrir, entrar em curto, alterar seus valores, apresentar fugas e até defeitos intermitentes.
Nos fascículos de estudo do Curso de Radiotécnico e Eletrônica, vimos que, além da capacitância, que é uma propriedade elétrica do capacitor, existe, entre suas armaduras, um material isolante (dielétrico). O teste do capacitor consiste no fato de comprovar o estado desse material isolante.
Testar um capacitor depende do tipo de instrumento ou de recurso que o técnico dispõe.
Um dos problemas que um capacitor pode apresentar consiste na perda de capacidade de isolamento por parte do dielétrico. Assim, o teste mais simples consiste justamente em verificar a continuidade de um capacitor. Um capacitor em bom estado deve, em princípio, apresentar uma resistência infinita.
Também podemos verificar a capacitância do componente, pois outro problema que ele pode apresentar é justamente “abrir”, ou seja, perder a capacitância.
Muitas vezes, a dúvida é: que tipos de capacitores podem ser testados?
Todos, de qualquer tipo, com valores entre 1 pF e 100.000 µF com qualquer tensão de trabalho.
Para capacitores de valores elevados, como o caso dos eletrolíticos, o teste de continuidade também pode indicar algo sobre a capacitância, com a possibilidade, neste caso, de se detectar falta de capacitância ou capacitor aberto.

